Márcio Poncio preso pela PF: Entenda o escândalo que envolve o pastor e o Comando Vermelho no Rio

 

O conhecido pastor e empresário Márcio Poncio, de 52 anos, patriarca de uma das famílias de influenciadores mais famosas do Brasil, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (2). A prisão ocorreu em um flat de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante a deflagração da quinta fase da Operação Unha e Carne.

A ação da PF investiga um gravíssimo esquema criminoso. De acordo com as autoridades, Poncio é suspeito de envolvimento no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais que beneficiariam a facção criminosa Comando Vermelho (CV), além de crimes de lavagem de dinheiro.

Quem é o patriarca da família Poncio?

Com mais de 500 mil seguidores nas redes sociais, Márcio Poncio ganhou notoriedade nacional não apenas pela atuação religiosa, mas pelo estilo de vida luxuoso e pelas constantes polêmicas envolvendo sua família. Ele é casado com a pastora Simone Poncio e pai de figuras públicas carimbadas na internet, como o cantor Saulo Poncio e a deputada estadual Sarah Poncio.

Antes de se tornar uma celebridade digital, Poncio construiu sua fortuna no setor de tabaco, o que lhe rendeu nos bastidores o apelido de "pastor do cigarro". No campo político, ele tentou uma vaga como deputado federal em 2022, ficando como suplente, e recentemente havia anunciado o desejo de concorrer à prefeitura de Três Rios (RJ).

Operação Unha e Carne mira cúpula do Jogo do Bicho e Políticos

A prisão do influenciador faz parte de um quebra-cabeça muito maior que une o tráfico de drogas, a contravenção e a política fluminense. Além do pastor Márcio Poncio, a operação da Polícia Federal também mira outras figuras de grande peso no estado:

  • Rodrigo Bacellar: Ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

  • Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho): Apontado pelas investigações como o "capo" (chefe) da nova cúpula do jogo do bicho no Rio.

Ao todo, os agentes federais saíram às ruas para cumprir três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O desdobramento desta fase da investigação ganhou força após a PF apreender listas de contabilidade clandestina contendo nomes de contraventores, registros de doações eleitorais suspeitas e indícios de pagamentos indevidos a membros dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem